sábado, 3 de janeiro de 2026

2 da manhã

Se são duas da manhã, então alguma coisa interessante vai sair aqui.

Aparentemente, a madrugada consegue me fazer mais inteligente e a inteligência, nossa! Queria muito falar sobre isso. 

Escrever é um ato solitário. Você realmente acha que, se alguém falasse sobre essas coisas, eu estaria aqui?
Tem quem fale, tem quem fale. 
Infelizmente, tem quem fale, e que Deus abençoe esse punhadinho de gente que me faz ter algum tipo de esperança nas conversas jogadas fora - Conversas essas que você joga fora, mas que nunca se jogam fora e marcam nossos corações em letras que tomam o formato de palavras e frases, e essas frase ecoam.

Ão.

Ão.

Ão.

E a gente quer esquecer. 

Mas enquanto existir papel e caneta a solidão.

Ão.

Ão.

Perdão, me empolguei.

A solidão, não me pega não.

Ão.

Ão.


Parei, eu juro.

Falando sério, eu só queria falar sério. 

E nada de sentimento de superioridade, não, de forma alguma, mas eu queria mesmo falar que, olha:

Cadê você? 

É libertadora a consciência de que o que escrevo nunca é lido. 

Ler? As pessoas não ligam para isso e eu? Eu acho melhor mesmo. Me sinto presa, se lida. Prefiro assim, prefiro assim, mas eu perderia umas 2 horas falando contigo, mas cadê você? 

Deve estar passando a noite junto com meu sono, bem longe daqui, mas são duas da manhã e eu não perco meu tempo perseguindo meu sono, dou a ele liberdade de me deixar quando quer, até porque Deus sabe que dormir é bom, mas obrigada Deus por essa pitadinha de alguma coisa que você colocou em mim que me faz estar aqui. Ser como eles seria de partir o coração. 

Ah, esqueci.

Ponto. 


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