Marina, li tudo que você escreveu, e posso dizer: Bem meia boca, mas não fique sentida, isso daqui tem zero relevância.
Não fica triste não, engole o choro.
Nessa altura você já aprendeu a ser mais forte, não é mesmo? Espero que sim.
Se quer saber? Legais os questionamentos que propõe, mas Marina, meu bem, quem se importa?
Sejamos francas: A gente sabe que você sempre quer ver o lado positivo de tudo, mas meu anjo, as vezes não tem mesmo e essa sua escrita previsivel com uma lição otimista no final... Bah, Marina.
Cadê a porção de catástrofes e caos que te compõe? Nem tudo termina bem. Você já descobriu isso?
Ai Marina, pega esse lencinho aqui.
Calma, meu bem. Você só sente demais, pensa demais.
Pegou o lencinho?
Meu bem, os rascunhos, deixa lá. Deixa lá porque há uma razão de ser. Você leu e julgou como "ruins", não foi? Eu li, aqui no futuro, 7 anos de depois e digo: Ruins mesmo. Viu? Você não erra sempre em seus julgamentos.
Você pode tentar voltar com esse hobby aqui, a gente em 2025 não melhorou muito, não. Você em 2017 me impediria, mas onde está você agora? Tremenda maldade, eu sei, mas pode entrar a versão menos poética e mais... Mais o que mesmo? Ah, sim, lapidada.
E Marina, bom trabalho até aqui: Nem tudo foi meia boca, alguns dos seus textos ainda me tocam como naquela época. Sou dura contigo, fato, mas preciso pegar pesado contigo porque a vida é muito pior, mas não se preocupe, melhoramos. Melhoramos muito, mas a escrita? Continua meia boca, mas ninguém liga. Portanto, seguimos.

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