E sabe quem são os outros? Você sabe, não é?
Vou ser sincera aqui, como sempre fui: Sempre me embrulhou o estômago quando alguém iniciava um assunto sobre:
-Você viu fulano... agora está...
As pessoas são cruéis e há algum tempo eu decidi uma das decisões mais dificeis de minha vida: Não deixar minha vida em um rascunho e hoje penso pouquissimo no que alguém pode vir a pensar de algo e a escrita é uma grande questão, não? A escrita é muitas vezes subversiva, então para seu e meu acalento tenho duas noticias, uma ruim e uma boa: A ruim é que sempre existirão criticas sobre você, seja você quem for e como for e a boa noticia é que sempre existirão criticas sobre você, seja você quem for e como for.
Ou seja, você é livre.
Ei, pare de fazer pouco de minha conclusão. É mais profundo do que parece.
Somos definitivamente pequenos e um tanto quanto irrelevantes, não para quem nos criou -e obrigada Deus por me fazer assim.-
Lembro que uma vez alguém me disse que eu tocava violão e gravava para chamar atenção. O que eu vou falar agora vai soar poético, mas não é o objetivo: Toquei violão em noites quentes, dias frios e enrolava fita crepe em meus dedos que sangravam aos 15 anos. Tocaria para uma platétia, mas também tocaria em um buraco sozinha e se crime fosse eu encontraria um jeito de esconder em algum lugar meu amigo para eu poder ouvir os sons das cordas quando meu coração apertasse pela frieza do mundo.
É uma roda-gigante de ratos.
O de cima rindo do que está embaixo, o de baixo invejando o que está em cima e o de cima julgando o de baixo enquanto se espremem tentando manter uma "boa postura" na roda, mas veja, é uma porcaria de uma roda-gigante e, querido rato, sua postura nunca será boa o bastante, então descanse antes que a roda pare de girar.
Que a vida lhes permita ser mais do que apenas sombras. Logo tudo acaba e quem foi você?
Dance ratinho, dance. Nem quem está acima, nem quem está abaixo.
Dance, ratinho.
Dance, ratinho. Dance.
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