Foi o que me perguntaram, com uma sede e pressa sem igual.
- Eu não sei – respondi –
Abri minha sacola de referências e meia dúzia de experiências
e sem pressa expliquei:
-Se sofre? O eu lírico morre,
mata, corre e permanece no mesmo lugar, sem ofegar, nem mesmo sentir o peso da
culpa.
Ele ri de você, de mim, de todos
nós.
Faz piadas entrelinhas e se
esconde em forma de personagem para ninguém o achar.
Sofre? Somente com os excessos de analises daqueles que tentam entender e analisar quando nem sabem o motivo do próprio mau humor pela manhã.
Sofre como quem deixa o café
esfriar.
Se veste dele, dela ou até mesmo daquele para falar de você.
Se veste dele, dela ou até mesmo daquele para falar de você.
É basicamente sobre você.
Ele te julga e usa palavras como açoites para
aumentar sua dor, tudo fria e milimetricamente calculado.
Se ele sofre? Me responde você.
Sofre?

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